sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Óculos de realidade aumentada serão lançados na CES


A Vuzix deve apresentar na próxima semana durante a CES 2012 seu mais novo modelo de óculos com suporte para realidade aumentada. O produto ainda não teve as suas especificações técnicas completas divulgadas, mas pode ser considerado um dos pioneiros no segmento.

A proposta da empresa é que o Vuzix Smart Glasses possa ser utilizado tanto para entretenimento, com games e aplicativos específicos quanto em escala comercial, combinando softwares de lojas com opções de desconto diferenciadas para os consumidores.

Utilizando uma tecnologia licenciada pela Nokia, a construção do Vuzix é similar à dos óculos tradicionais, porém o modelo tem um visual anos 70, com lentes capazes de manter a qualidade de brilho e contraste em qualquer condição de luminosidade.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Chuva de meteoros Leônidas é vista da Terra hoje


Conforme a Terra se move ao redor do sol em sua órbita anual, passa através de detritos espaciais deixados para trás por cometas e asteroides.
Caminhando por estas nuvens de poeira e areia do tamanho de partículas, a Terra as “varre”, e elas são aquecidas até a
incandescência pelo atrito com a atmosfera do planeta, causando riscos de luz brilhantes no céu noturno, conhecidos pelos cientistas como meteoros – e por nós como estrelas cadentes.
Quando a Terra passa através de uma nuvem de escombros, às vezes produz exibições conhecidas como chuvas de meteoros. Uma chuva de meteoro anual famosa conhecida como Leônidas deve atingir seu pico hoje a noite (17).
Ao contrário de pancadas de chuva, chuvas de meteoros não são concentradas. Normalmente, significam ver 10 ou 20 meteoros por hora.
Na maioria das vezes, Leônidas são chuvas bastante calmas, mas a cada 33 anos, são conhecidas como tempestades de meteoros.
A última ocorreu em 1999, quando mais de mil meteoros por hora foram observados.
A maioria das chuvas são bastante fracas, já que a poluição de luz, seja artificial (luzes da cidade) ou natural (da lua) pode seriamente diminuir o número de meteoros vistos.
A nuvem de partículas que causa a chuva de meteoros Leônidas é tipicamente irregular, por isso às vezes a Terra pode passar incólume através da nuvem, com muito poucos meteoros sendo observados, e outras vezes temos sorte e vemos uma maior concentração de meteoroides.
Esse ano não deve ser uma grande exibição, mas vale sempre a pena assistir. Teremos que lidar com uma lua brilhante, cuja luz pode obscurecer alguns dos meteoros.
Também temos tempo ruim. O pico da chuva está previsto para meia noite entre 17 e 18 de novembro. O ponto de que os meteoros parecem fluir é um pouco acima Marte. Curiosamente, esta não é a melhor direção para se observar meteoros.
Confira algumas dicas para obter a melhor visão possível de Leônidas:
·         Encontre um local longe das luzes da cidade, e vá para lá depois da meia-noite. Agasalhe-se e fique confortável. Olhe no alto do céu, seja para o norte ou sul. Dê a seus olhos um tempo suficiente, 15 ou 20 minutos, para se adaptar ao escuro.
·         Evite olhar diretamente para a lua, pois isso arruina a sua adaptação ao escuro;
·         Seja paciente. Você pode assistir o céu por meia hora sem ver um único meteoro. E então de repente você pode ver dois ou três em uma fileira;
·         A chuva não é uma queima de fogos. A maioria dos meteoros se move rápido e de forma nebulosa. Chuvas de meteoros são coisas sutis. Os meteoros que você vê são todos eventos únicos. Eles são restos do cometa Tempel-Tuttle, visto pela primeira vez 645 anos atrás, no ano de 1366;
·         Tente fotografar os meteoros. Tudo o que é necessário é um céu escuro e uma câmera solidamente montada capaz de longas exposições de tempo. Exposições de cinco ou dez minutos são as melhores opções. As estrelas terão trilhas curvadas por causa da rotação da Terra. Tentar apontar sua câmera para que a lua seja bloqueada por um objeto em primeiro plano, para evitar a superexposição.[MSN]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Trem que chega a 500km/h é testado pela China


A China acaba de fazer um teste com um trem super rápido capaz de atingir 500 quilômetros por hora, de acordo com a imprensa do governo.
O veículo, fabricado pela CSR, a maior fabricante de trens do país, foi desenhado para parecer uma antiga espada chinesa.
De acordo com o especialista em trens, Shen Zhiyun, a experiência “vai oferecer boas referências para operações atuais em ferrovias de alta velocidade”.
Mas Zhao Xiaogang, da CSR, afirma que os futuros trens chineses não vão necessariamente andar nessa velocidade. “Nós queremos garantir a segurança nas operações de trens”, comenta.
A indústria ferroviária da China teve um ano difícil, marcado pela colisão entre dois trens de alta velocidade, em julho, que matou pelo menos 40 pessoas. Desde então, a construção desse tipo de veiculo esteve parada.
Em fevereiro, o ministro das ferrovias do país, Liu Zhijun, foi demitido após acusações de corrupção, que ainda não foram julgadas.[Reuters]

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Núcleo do planeta Júpiter está se dissolvendo


Até os grandes podem perder o coração. Novos cálculos sugerem que o núcleo rochoso de Júpiter está se dissolvendo. O trabalho pode ajudar a explicar porque o seu núcleo parece menor e sua atmosfera está mais rica em elementos pesados.
Imagina-se que planetas gigantes como Júpiter e Saturno começaram sua vida como corpos sólidos de rocha e gelo. Quando chegaram a uma massa dez vezes maior do que a da Terra, suas gravidades puxaram gás que resultaram em atmosferas grossas formadas principalmente por hidrogênio.
Curiosamente, alguns estudos sugerem que o núcleo de Júpiter pesa menos do que dez Terras, enquanto o de Saturno, que é menor, tem entre 15 e 30 Terras. No ano passado, pesquisadores chineses ofereceram uma explicação sinistra: um planeta rochoso maior do que a Terra bateu em Júpiter há muito tempo, vaporizando a maior parte de seu núcleo.
Esse cenário pode também explicar outro mistério: porque a atmosfera de Júpiter contém uma fração de elementos pesados maior do que o sol, cuja composição é considerada um reflexo da que compunha a nebulosa que deu origem aos planetas do sistema solar.
Agora, os cientistas Hugh Wilson e Burkhard Militzer sugerem outra teoria, não menos macabra: o núcleo de Júpiter vem gradualmente se dissolvendo desde sua formação, há 4,5 bilhões de anos.
Cálculos quânticos

Outros pesquisadores propõe que a intensa pressão e temperatura no coração do gigante talvez faça seu núcleo dissolver na atmosfera interna, que está sob tanta pressão que faz com que ele se comporte, de alguma maneira, como um líquido.
Os especialistas usaram equações da mecânica quântica para ver como o óxido de magnésio – um constituinte do núcleo de Júpiter – reage em pressões e temperaturas similares as do planeta (40 milhões de atmosferas terrestres e 20 mil graus Celsius). Essas condições não podem ser recriadas em laboratórios terrestres.
Eles descobriram que nessas condições, o mineral realmente se dissolve nos fluidos à volta. “É como um pouco de sal no fundo de um copo. Coloque água morna e ele vai começar a se dissolver, ficando com água mais salgada no fundo e menos salgada no topo”, explica Wilson.
Ele suspeita que a rocha dissolvida talvez se misture com o resto da atmosfera, com o tempo. “Isso poderia pelo menos explicar parcialmente o enriquecimento de elementos pesados na atmosfera externa, e o fato do núcleo estar menor do que nas previsões”, afirma.
Os cálculos também sugerem porque Saturno – que possui cerca de um terço da massa de Júpiter – parece ter um núcleo mais robusto. As condições no planeta dos anéis não são tão extremas quando em Júpiter, então se o núcleo está se dissolvendo, está fazendoisso de uma “maneira muito mais lenta”, afirma Wilson.
A equipe acredita que o processo provavelmente acontece muito mais rápido em planetas mais massivos do que Júpiter. Dave Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, concorda. “A erosão do núcleo deve ser maior conforme a massa cresce”, afirma.
“Eu suspeito que em ‘super Júpiteres’ não há nenhum núcleo”, afirma Wilson. Se for esse o caso, a concentração de elementos pesados na atmosfera será maior, o que pode ser detectado por telescópios, no futuro.
O fato do coração de Júpiter estar se dissolvendo é ruim? Wilson diz que é o oposto. “É como um sinal de que o planeta ainda está se formando – não atingiu um estado estável”.[NewScientist]

sábado, 24 de dezembro de 2011

Grandes invenções # 2 - A história do rádio

Introdução

Nesta seção você conhecerá melhor a história e os principais fatos que marcaram o início de um dos mais importantes veículos de comunicação em massa: o Rádio.

O Rádio: Definição e Características

O rádio é um veículo de comunicação, baseado na difusão de informações sonoras, por meio de ondas eletromagnéticas, em diversas freqüências. Ele pode ser caracterizado como um meio essencialmente auditivo, formado pela combinação do binômio: voz (locução) e música.

O rádio entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.

Como todo meio de massa, a comunicação pode ser caracterizada como pública, transitória e rápida. Ela é pública, porque, na medida em que as mensagens não são endereçadas a ninguém em particular, seu conteúdo esta aberto ao critério público. Rápida porque as mensagens são endereçadas para atingir grande audiência em tempo relativamente curto, ou mesmo simultaneamente. Transitória, pois a intenção é de que sejam consumidas imediatamente, não se destinando a registros permanentes, naturalmente há exceções, como filmotecas, gravações etc.
O início

Tudo começou com Michael Faraday, grande sábio inglês que descobriu em 1831 a indução magnética, assim como a grande contribuição dada por James C. Maxwell que descobriu matematicamente a existência das ondas eletromagnéticas diferente somente em tamanho, das ondas de luz, mas com a mesma velocidade (300.000 Km/s). Outro personagem que marcou a história das comunicações foi Thomas A. Edison quando em 1880 descobriu que colocando em uma ampulheta de cristal um filamento e uma placa de metal separada entre si e ligando-se o filamento ao negativo e uma bateria e a placa ao positivo, constatava-se a passagem de uma corrente elétrica da placa para o filamento e nunca em sentido contrário. Grande contribuição também foi dada pelo professor alemão Henrich Rudolph Hertz que comprovou na prática em 1890 a existência das ondas eletromagnéticas, chamadas hoje de “Ondas de Rádio”. Suas experiências basearam-se na teoria de Maxwell, Hertz descobriu que ao fazer saltar uma chispa em seu aparelho oscilador, saltavam também chispas entre as pontas de um arco de metal colocado a certa distância denominado resonador. Hertz demonstrou com essa experiência que as ondas eletromagnéticas tem a mesma velocidade que as ondas de luz. Em sua homenagem, as ondas de rádio passam a ser chamadas de “Ondas Hertzianas”, usando-se também o “Hertz” como unidade de freqüência.

As primeiras transmissões radiofônicas


Mais tarde em 1893 o padre, cientista e engenheiro gaúcho Roberto
Landell de Moura testa a primeira transmissão de fala por ondas.



eletromagnéticas, sem fio. Graças a ele, a Marinha Brasileira realizou, em 1 de março de 1905, diversos testes de mensagens telegráficas no encouraçado Aquidaban. Todavia, o primeiro mundo reconhece o cientista Guglielmo Marconi como o “descobridor do rádio”. Marconi, natural de Bolonha, Itália, realizou em 1895 testes de transmissão de sinais sem fio pela distância de 400 metros e depois pela distância de 2 quilômetros. Ele também descobriu o princípio do funcionamento da antena. Em 1896 Marconi adquiriu a patente da invenção do rádio, enquanto Landell só conseguiria obter para si a patente no ano de 1900. Essa polêmica da invenção do rádio se compara à da invenção do avião, no início do século XX, em que o primeiro mundo credita aos irmãos Wright, dos EUA, a invenção do veículo aéreo, embora tenha sido o mineiro Alberto Santos Dumont seu pioneiro (os Wright não registraram imagens e suas experiências de vôo, enquanto Dumont realizou testes com seu 14-Bis diante de multidões em Paris, França, em 1906).

Cronograma do rádio no Brasil

Em nosso cronograma você ficará por dentro dos principais acontecimentos que movimentaram a história do rádio no Brasil, desde o início, e as novas perspectivas sobre a vinda da tecnologia digital.

1922 – Em caráter experimental foi realizada pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro a primeira transmissão oficial de radiodifusão na praia Vermelha no Rio de Janeiro, com o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, para isso, foram importados 80 receptores de rádio especialmente para o evento.

1923 – No dia 20 de abril, é fundada a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje denominada Rádio MEC, criada para atuar sem fins comerciais.
1924 – É regulamentada a atual faixa de Ondas Médias, compreendidas entre 550 à 1550 KHz.
1931 – São vendidos os primeiros receptores com o nome das estações no dial. No mesmo ano foi inaugurada as rádios: Record e América de São Paulo.
1933 – Nasce a Sociedade Rádio Educadora de Campinas, que desde 2002 passou-se a denominar Rádio Bandeirantes AM, com isso a programação abre espaço para o jornalismo.
1936 – É fundada a brasileira Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela se tornaria um marco na história do rádio com seus programas de auditório, suas comédias e rádio novelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação gravada e dias depois transmitidas em outras cidades brasileiras.
1937 – Em 6 de maio é inaugurada em São Paulo a Rádio Bandeirantes, a primeira emissora a divulgar notícias durante toda a programação.
1938 – Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde passa a ser a rádio AM mais popular do país.
1941 – A Rádio Nacional lança o Repórter Esso, primeiro rádio jornal brasileiro, também entra no ar a primeira novela radiofônica do país: Em busca da felicidade.
1946 – O rádio ganha maior agilidade com o surgimento dos gravadores de fita magnética.
Também os retificadores de selênio começam a substituir as válvulas retificadoras material semicondutor em estado sólido muito menos propício a queimar do que as velhas válvulas a vácuo.
1955 – Primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, extinta no final de dezembro/2000.
1967 – É criado o Ministério das Comunicações no dia 25 de fevereiro.
1990 – A rede Bandeirantes de rádio se torna a primeira emissora no Brasil a transmitir via satélite com 70 emissoras FM e 60 em AM, em mais de 80 regiões do país.
1991 – O sistema Globo de rádio inaugura a CBN (Central Brasileira de Notícias), emissora especializada em jornalismo, que a partir de 1996 inicia suas transmissões simultâneas em FM.
1995 – Início da campanha pelo fim da obrigatoriedade da transmissão do programa oficial “A voz do Brasil”.

2005 – Comemorando os 84 anos do rádio no Brasil, inicia-se no país em 26 de setembro as primeiras transmissões de rádio no sistema digital, tecnologia que está apenas “aterrissando” no Brasil.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Adolescentes que “respondem” e brigam pela sua opinião são menos propensos a cair em pressões sociais


Segundo um novo estudo, adolescentes que “respondem” para a mãe, e costumam expressar seus pontos de vista, são menos propensos a serem influenciados pela pressão dos colegas e acabar “indo com a maré” e fazendo coisas que normalmente não fariam.

Este tipo de argumentação produtiva – no qual o adolescente tenta convencer sua mãe ou pai com argumentos fundamentados -, em vez de fazer pressão, choramingar ou insultar, parece influenciar as interações do adolescente com os seus colegas também.

“A autonomia saudável estabelecida em casa parece transitar nos relacionamentos com os colegas”, disse o pesquisador do estudo, Joseph Allen.

Mesmo que a mãe e o adolescente discordem, o forte apoio da mãe também é de importância fundamental para que o adolescente resista à pressão dos colegas.

“Pode ser que os adolescentes que tenham capacidade de se apoiar em suas mães quando estressados sejam menos propensos a acabar se sentindo excessivamente dependentes de seus amigos mais próximos, e, portanto, menos propensos a serem influenciados pelo comportamento desses amigos, quando este é negativo”, comentou Allen.

Os pesquisadores entrevistaram 184 alunos de sétima e oitava séries do ensino fundamental de populações urbanas e suburbanas nos EUA.

Os adolescentes responderam a perguntas sobre uso de drogas e álcool, amizades e aceitação social. Também discutiram ou argumentaram com suas mães sobre um assunto que levou a desacordo, sendo observados em laboratório. As discussões envolveram coisas como dinheiro, notas e regras da casa.

Os pesquisadores analisaram os dados para ver quais características de um adolescente o tornavam mais ou menos capazes de resistir a pressão dos colegas.

A autonomia dos adolescentes, ou o quanto eles eram independentes e o quanto seus pais confiavam neles para tomar suas próprias decisões, pareceu desempenhar um papel importante na forma como eles reagiram quando lhes ofereceram drogas.

Se um adolescente tinha experiências em casa em que ele ou ela tinha apresentado autonomia com sucesso (independência e capacidade de manter seus valores se alguém os desafia) e se sentia apoiado por sua mãe, era mais propenso a relatar resistência a pressão dos colegas.

Os amigos também influenciavam. Se os melhores amigos de um adolescente usavam drogas e/ou álcool, um particularmente sem muita autonomia era mais propenso a adquirir o hábito, especialmente de um amigo que era popular.

“Os adolescentes carentes de tais habilidades são mais propensos a mudar o seu nível de uso de substância ao longo do tempo de acordo com o nível de seu amigo mais próximo”, explicam os pesquisadores.

Segundo os cientistas, não podemos subestimar a importância da influência dos grupos sem contar com a probabilidade de que ela é mais forte e mais aplicável a alguns adolescentes do que a outros.

A boa notícia é que a influência ocorre dos dois lados: se o amigo de um adolescente suscetível usa pouca droga ou álcool, esse adolescente é menos propenso a aumentar seu nível de consumo ao longo do tempo. Adolescentes suscetíveis podem ser tão suscetíveis a influências positivas de seus amigos, quanto influências negativas.[LiveScience]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novo tipo de super nova (explosão estelar) é observada




Astrônomos encontraram a primeira evidência direta de que algumas explosões estelares são causadas por estrelas compactas, conhecidas como anãs brancas.

Cientistas que estavam estudando o tipo mais novo de supernova, retornando até o tempo de sua explosão, confirmaram que uma anã branca causou o fenômeno. Isso está gerando impactos na maneira como enxergamos as companheiras estelares.

A descoberta ocorreu em agosto, quando o astrônomo Peter Nugent viu um objeto surpreendente enquanto analisava dados do telescópio do Observatório Palomar, na Califórnia, EUA. Observações em alta resolução foram feitas poucas horas depois pelo telescópio Keck, em Mauna Kea, no Havaí, para identificar os elementos que causaram a explosão.

A reposta rápida deu chance a Nugent e sua equipe acompanhar a evolução da supernova, chamada de SN 2011fe.

A luz da explosão atingiu um brilho máximo equivalente a 2,5 bilhões de sóis, e aos poucos foi diminuindo. A equipe trabalhou para determinar quando exatamente a supernova ocorreu.

Localizada a 21 milhões de anos-luz da Terra, na Galáxia do Cata-Vento, a supernova é a mais próxima do nosso planeta (um ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano, cerca de 10 trilhões de quilômetros).

“Nós conseguimos identificar o momento da explosão com boa precisão, com um nível de incerteza de apenas vinte minutos”, comenta Nugent.

Saber quanta energia a supernova liberou é importante para entender como o processo começou. Quantidades de elementos como o níquel auxiliam essa descoberta. Os astrônomos também encontraram grandes quantidades de carbono e oxigênio em alta velocidade, que desapareceram em poucas horas.

Com os resultados, a equipe conseguiu concluir que a causa da supernova foi uma estrela muito compacta, conhecida como anã branca.

Elas são estrelas densas e pequenas, com raio semelhante ao da Terra, mas massa como a do sol. O núcleo de uma anã branca é muito frio para fundir, então sua energia é aos poucos dissipada no espaço.

Astrônomos vêm suspeitando a muito tempo de que esses restos de estrelas mortas eram a fonte de supernovas do tipo Ia, mas a SN 2011fe deu a primeira evidência direta.

Uma primeira examinada na luz da supernova também revelou informações sobre o corpo celeste que orbitava a estrela anã.

Em uma supernova do tipo Ia, material que voa de uma segunda estrela para a anã branca provoca a explosão. A companheira pode ser desde uma estrela gigante vermelha até outra anã branca.

Quando estrelas explodem, uma onda de choque acontece. Colisões com materiais próximos provocam um brilho intenso na região. Ao estudar a luz da SN 2011fe, a equipe de Nugent conseguiu definir tipos específicos de estrelas companheiras.

A estrela vizinha não podia ser uma gigante vermelha, de acordo com Nugent, porque colisões como essa seriam muito óbvias. A luz gerada seria de magnitude muito maior do que a detectada.
Similarmente, uma anã branca como companheira teria causado um impacto diferente. “A única coisa que nos restou foi uma estrela não muito diferente do nosso sol”, comenta Nugent.

Em outro estudo do mesmo assunto, Widong Li, da Universidade da Califórnia, também conseguiu informações sobre a companheira. “Havia muitas imagens interessantes do telescópio Hubble anteriores a descoberta dessa supernova”, afirma.

Li e sua equipe examinaram mais de uma década de dados do telescópio, na busca pela segunda estrela do par. Mas nenhuma foi detectada, levando-os a definir um limite para o tamanho da companheira. Uma gigante vermelha, por exemplo, seria visível nas imagens.

No final, Li concluiu que deveria ser uma estrela subgigante ou até uma anã branca. Combinado com o estudo de Nugente, isso restringe as possibilidades da estrela companheira. “Uma estrela anã com massa menor é o objeto com mais chances”, afirma Nugent. [LiveScience]